SEMPRE MÚSICA . . .

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

[] Nana Mouskouri

Há quem afirme que ela é a vocalista feminina que mais vende discos no mundo até agora, o que não seria um exagero, levando-se em consideração que sua primeira gravação é de 1961 = “Fascination”, que gravou em grego e inglês para a “Odeon”/ EMI.

Além disso, já gravou mais de 1500 músicas, em 15 idiomas fora o grego, e é detentora de 300 discos de ouro e de platina.

Seu pai e sua mãe trabalhavam no cinema de sua pequena cidade como operadores de projetor de filmes. Aos 3 anos, a família vai morar em Atenas, e lutam com certa dificuldade para mandar Nana e sua irmã para o respeitado e bem conceituado Conservatório Musical de Atenas.

Aos 6 anos de idade, Nana demonstra um enorme talento musical, o que surpreende um pouco a família e os amigos mais chegados, pois até então, sua irmã era quem parecia ter mais vocação e facilidade para este tipo de arte...

O fato é que Nana tem uma corda vocal mais grossa que a outra, o que a deixou com
uma voz única; seja cantando ou simplesmente falando.

Durante a ocupação nazista na Grécia, sua família tem sérias dificuldades financeiras de manter as lições de canto, mas a professora de Nana, estando certa de que ela tinha um grande talento, resolveu apostar e se ofereceu para continuar dando as aulas sem cobrar nada.

Quando Nana era criança, os artistas que ela ouvia eram Edith Piaf, Billie Holiday, Frank Sinatra e Ella Fitzgerald.
Ouvia também Maria Callas e Mahalia Jakson, tudo isto num pequeno rádio feito à mão pelo seu pai...

Após todas estas aulas particulares de canto, Nana é finalmente aceita no Conservatório de Atenas em 1950, e seu preparo era focado principalmente na música operística.

Após 8 anos de conservatório, alguns amigos de Nana, que tinham grupos de jazz e tocavam na noite grega, encorajaram Nana a cantar um pouco de jazz.

Relutante, Nana aceita o desafio, até porquê as grandes cantoras de jazz eram sua paixão paralela ao canto lírico, e começa a se apresentar pelas noites de Atenas, com um repertório baseado no de Ella Fitzgerald.

Existem algumas versões um pouco diferentes, mas algumas dizem que a direção do Conservatório de Atenas descobriu que Nana andava pelas noites cantando jazz, com a boemia local “americanizada”, passou-lhe uma descompostura e prejudicou-a nos exames de final de ano.

Outras dizem que simplesmente o Diretor do Conservatório fez um grande escândalo e expulsou-a sumariamente...o fato é que Nana saiu do Conservatório e foi cantar nas noites gregas....

Numa destas noites, quando estava se apresentando no “ZAKI” de Atenas, Nana conhece o famoso compositor local Manos Hadjidakis, que fica muitíssimo impressionado com o timbre claro e diferente de sua voz , e prontamente se oferece para compor músicas especialmente para ela.

Em 1959, Nana participa do Festival de Música Grega com uma composição do seu novo amigo, que acaba vencendo o festival.
Em 1960 repete o feito, colocando mais duas músicas de Mano nos primeiros lugares.

No mesmo ano de 1960, vence o Festival de Música Mediterrânea, realizado em Barcelona, e como prêmio, um contrato com a gravadora “Phillips” para gravar um disco na França.

Em 1961 casa-se com Yorgos Petsilas, com quem tem um filho em 1968 e uma filha nascida em 1974.

Em 1962, conhece o maestro e arranjador Quince Jones que a convence a ir para Nova York gravar um disco com “standards” de jazz americano.
Obviamente o disco seria produzido, arranjado e orquestrado por ele, já que seu nome à época, estava ganhando bastante prestígio como um maestro jovem, de 28 anos e inovador, e era o diretor artístico da “Mercury Records” nos Estados Unidos.

Esta “visita” a Nova York, resultou em um disco
“The Girl from Greece” e logo a seguir “My Colouring Book”.

Nana deixa a Grécia em 1963 e vai morar definitivamente em Paris.
Depois de Dalida, outro fenômeno musical, Nana Mouskouri é a cantora que mais vende discos na França.
Suas canções são sempre lembradas por uma espécie de melancolia e nostalgia, por suas reflexões sentimentais sobre o amor = temas onde sua voz se ajusta à perfeição...

Segundo uma entrevista que deu a um jornal australiano, Nana, que vive atualmente na Suíça com seu segundo marido, e faz uma média de 100 concertos por ano, está planejando uma grande e estrondosa turnê mundial de despedida.

Sim, uma mega “Farewell Tour” para 2008, pois ela diz que nunca pensou que chegaria ao ponto onde chegou, nem que cantaria por tanto tempo.

Ela acha be
m melhor parar de cantar enquanto ainda faz sucesso, enquanto ainda está em boa forma e pode caminhar com seus próprios pés.
Diz que se sente orgulhosa de ter o público que tem, e tão fiel como o dela, e que só tem a agradecer por tantas décadas de carinho, amor e dedicação...

“NANA MOUSKOURI IN NEW YORK”

@ No moon at all
@ That’s my desire
@ Love me or Leave me
@ What’s good about goodbye
@ Hold me, thrill me, kiss me
@ What now my love
@ The touch of your lips
@ These thigs I offer you
@ Don’t go to strangers
@ You forgot all the words
@ Smoke gets in your eyes
@ Till there was you
@ Almost like being in love
@ But not for me
@ I get a kick out of you
(@) selo Universal / Mercury / Fontana
edição nacional / 1999.

A importância deste disco, é documental, pois foi com ele que Nana “entrou” nos Estados Unidos, além da época, pois foi gravado em NY em 18/09/1962.



2 comentários:

Otávio disse...

Imagine cantar em 15 idiomas, acho que nem a Dalida. Da para imaginar o tamanho do dicionário que esta mulher tem na cabeça.

Átila disse...

Nana é maravilhosa, é fundamental que mais e mais pessoas conheçam a sua arte. Pena que a "Farewell Tour", que se encerra em julho, na Grécia, não passou pelo Brasil.

Parabéns pela postagem.