SEMPRE MÚSICA . . .

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

[] Mina / Todavía

Com licença, mas eu vou me esbaldar escrevendo sobre este disco. Presente também dos meus amigos Odilon e Otávio.

Por vários motivos. Primeiro, que é mais um disco de Mina, o mais recente, quentinho ainda... minha cantora preferida, paixão antiga, muito antiga.

Depois, porque tem algumas particularidades. Gravado todo em espanhol, à exceção de “Valsinha”, onde ela canta em português, com Chico Buarque de Holanda.

As outras músicas são músicas que já havia gravado em italiano, em outras épocas e agora, gravou em espanhol com novos arranjos, mas sem descaracterizar a atmosfera original da música.

Esta sempre foi uma característica de Mina; respeitar o compositor, a idéia do compositor, a intenção do compositor.
Mexer sim, recriar sim, arranjar sim, mas manter intacta a emoção que inspirou a composição.

Parece fácil, mas não é. Para isto resultar bem, é preciso uma equipe afinada, e várias nuances de sensibilidade, para saber até onde mexer, até onde ir...

É preciso o que eu chamaria de “emoção com precisão cirúrgica”.

Mina sempre procurou se cercar do melhor. Faz um tempão que trabalha com músicos de primeira qualidade. Desde garotada novíssima, como “senhores” músicos eruditos, músicos de jazz, e músicos experimentais.

E desde 1980 os arranjos e a produção de seus discos ficam por conta de Massimiliano Pani, seu filho; músico e compositor que além disso, toca vários instrumentos.

As capas de seus discos sempre foram motivo de comentários, pois são criativas, atrevidas e transgressivas.

Criadas e executadas por artistas plásticos e fotógrafos italianos premiados; e disputados quando o assunto é criatividade.

Por que uma cantora italiana gravaria um disco em espanhol?

No caso de Mina, de puro amor por este idioma, e identificação com a “alma latina”, e nisso está incluído o Brasil... sim, Mina grava música brasileira desde o começo dos anos 60... já gravou Tom, Vinícius, Chico Buarque, Caetano Veloso e Milton Nascimento.

Além disso, Mina é amiga de longa data de Chico Buarque. Quando ele se exilou voluntariamente na Itália no final dos anos 60, era sempre convidado – e comparecia - ao programa que ela tinha em horário nobre na televisão.

Nos anos 70 ela esteve em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, vinda de Buenos Aires, e se apresentou no “Encouraçado Butikin”, boate pequena, mas que promovia e trazia convidados ilustres; daqui e de fora.

@ Grande amor
@ Vuela por mi vida
@ Un año de amor # com Diego “El Cigala”
@ Llévate ahora
@ Cuestión de feeling # com Tiziano Ferro
@ Corazón felino # com Diego Torres
@ Uvas maduras
@ Valsinha # com Chico Buarque
@ Nieve
@ Agua y sal # com Miguel Bosé
@ No sé si eres tú
@ Parole, parole # com Javier Zanetti
@ Sin piedad # com Joan Manuel Serrat
@ ¿Como estás?

Selo PDU,distribuído por SONY / BMG
Edição Argentina / 2007

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4 comentários:

Otávio disse...

Pelo jeito gostou dos agrados. Esse é o máximo. A terceira faixa você chega a visualizar ela cantando em um tablado de flamenco, em qualquer canto da Andaluzia. A musica e o dueto com “El Cigala” é o máximo.

odilon disse...

Realmente vale a pena trazer lembranças para ti. Os presentes são aproveitados ao máximo e agora, ainda divulgados para o mundo. Que esbanjamento saudável!

Adriana disse...

Viajar é bom ,quando a gente volta só tem coisas boas para comentar

eduardo disse...

Que Maravilha.......Estou louco pra ouvir...