SEMPRE MÚSICA . . .

domingo, 18 de maio de 2008

[] Remembering Julie... [1926=2000]

É sempre um prazer ouvir as músicas cantadas por esta linda mulher. Em qualquer época e em qualquer situação; e é também um desses nomes que viraram um clássico “as time goes by”... Julie London já diz tudo. É quase uma grife...

Alguns artistas têm este carisma inexplicável. O de entrarem para a história do seu campo de atuação sem uma explicação muito concreta...

Talento? Muita gente tem e é completamente esquecida no verão seguinte ou assim que surje uma “nova sensação”. Algumas personagens da tela e do disco são mestras neste fenômeno, senão, vejamos uma Marilyn Monroe, um Elvis Presley, Brigitte Bardot, James Dean, ou uma Maysa, uma Dolores Duran...

O que faz com que nomes como estes permaneçam na memória do público ou sejam referência quando se quer lembrar de alguém que marcou época e continua no imaginário popular?

Na minha opinião, as justificativas são todas abstratas, o que não tem a menor importância, pois relevante mesmo é o fato destes artistas estarem aí, passando de geração em geração . Mito ou não, permanecem contando a história.

Com uma voz provocante, sensual e ligeiramente abafada
somada a uma dicção muito clara, Julie London desfrutou de uma considerável popularidade durante a “cool era” dos anos ’50, época de ouro também de colegas ilustres como Chet Baker, Blosson Dearie, Jo Stafford e Dolores Gray.

Julie nunca teve um alcance vocal como uma Ella Fitzgerald ou Sarah Vaughan, mas sempre soube usar seu timbre vocal da melhor maneira possível, salientando as características marcantes.

Atriz além de cantora, atuou ao lado de James Mason, Gregory Peck e Rock Hudson em diversos filmes
. Casada durante sete anos com Jack Webb, conhecido ator do seriado “Dragonet”, antes de casar com Bobby Troup, autor da clássica “Route 66”, gravada por Nat King Cole, Rosemary Clooney e tantos outros; apenas para citar dois dos meus cantores preferidos.

Julie cantou seu maior sucesso, “Cry me a river” num filme estrelado por Jayne Mansfield e Tom Ewell “The girl can’t help it”. Após as gravações de “Yummy,Yummy Yummy” seu último disco em 1969, Julie deixou de lado sua carreira de cantora, dedicando-se mais à de atriz.

Foi Dixie McCall, famosa enfermeira do seriado da NBC “Emergency !”, levado ao ar de 1972 a 1979, exibido também aqui no Brasil.

Apesar de sua imagem de sexy symbol – ela também era conhecida pelas capas provocantes e bem produzidas de seus LP’s, em fotografias de atmosferas intimistas e sensuais – Julie era surpreendentemente tímida e recatada. Abandonou definitivamente o show biz do final da década de ’70.

Na metade dos anos ’90, sofreu um AVC, o que levou-a a quase uma década de saúde cada vez mais debilitada, até culminar com sua morte em 16 de outubro de 2000.

O estilo de Julie London fez escola, deixando seguidoras como Norah Jones, Sophie Milmann, Thierney Sutton, Mary Wilson e Diana Krall.

Excelente mestra, e ótimas alunas !

[@] Veja e ouça Julie London clicando aqui [] !!

2 comentários:

Adriana disse...

Sempre nos surpreendendo com suas postagens.

BANDEIRAS disse...

Ouvi - cry me a river...
Linda...voz suave...gostosa...
Que acervo hem ? Parabéns !
Não posso deixar de vim aqui sempre...
Bjs